QUE MÚSICA É ESSA - OS RITMOS E SUAS ORIGENS

QUE MÚSICA É ESSA - OS RITMOS E SUAS ORIGENS

QUE MÚSICA É ESSA - OS RITMOS E SUAS ORIGENS

OS RITMOS E SUAS ORIGENS

Não existe nenhuma pretensão de fazer aqui um tratado sobre ritmos ou estilos dos gêneros musicais, até porque, existe uma infinidade de ritmos difíceis de mensurar. Nem tenho a pretensão de dizer qual o ritmo que deve ser usado no ambiente de culto, o que quero é fazer o leitor analisar a origem e impureza do ponto de vista espiritual de alguns ritmos. Vamos analisar alguns mais populares. Sei que há muita polêmica em torno destes ritmos. Primeiro veremos alguns aspectos que denunciam a origem de cada ritmo:

Caráter. Todo ritmo tem atrás de si uma história, um perfil psicológico, uma situação geográfica, uma situação socioeconômica, cultura ou aspectos religiosos. Antes de dizer que um ritmo é profano ou sacro é preciso descobrir a finalidade da sua criação. Se sua genes foi fundada em princípios cristãos, o seu caráter deve agregar valores espirituais e morais.

Finalidade. Se o ritmo foi criado com exclusividade religiosa, logo o seu caráter deve conter os predicados que preencham os requisitos da adoração. A finalidade da música sacra deve alcançar o seu alvo principal, se ela não for exclusiva, pode facilmente ser relativizada, ou seja, serve para qualquer divindade em qualquer ambiente. A música com finalidade se autodenomina, ou seja, indica o seu destinatário. O gênero musical relativizado é criado para ser apresentado em qualquer ambiente, cuja intenção é capitalista e social, e não de adoração e louvor.

Alterações. É muito comum encontrar as adaptações nos gêneros. Existem ritmos que não são exatamente um plágio ou um pastiche, ou seja, uma imitação literária que contém as mesmas nuances da outra obra pesquisada. Alterar a música profana para adaptar ao meio sacro é vituperar o ambiente para o qual foi criado. Quando se falta conhecimento em relação à origem das coisas sagradas, torna-se comum recorrer a fontes espúrias. Muitos músicos e cantores são, até, bem intencionados quanto a sua produção musical para o meio cristão, mas a falta de intimidade com Deus e a sua pouca instrução teológica, sociológica e histórica leva a beber em fontes duvidosas.

ANÁLISE DE ALGUNS RITMOS

A HISTÓRIA DO MAXIXE. O maxixe é um dos primeiros estilos de dança urbana criada no Brasil. Esse gênero apareceu entre 1870-1880 com a chegada da polca. Nasceu exatamente da descida da polca dos pianos e dos salões, para a música dos choros a base de flauta e do violão. Formou-se musical e coreograficamente, pela fusão e adaptação de elementos originados em várias partes, isso em virtude da nossa massa social ser uma miscelânea de povos. As pesquisas feitas até agora, indicam que a polca europeia lhe forneceu o movimento, a habanera cubana lhe deu o ritmo, a música africana (afro-brasileira) como o lundu e o batuque fez o tempero brasileiro, o que resultou no Maxixe. A vivacidade da polca, os requebros da habanera cubana e do lundu, resultaram numa dança sensual e agressiva para a moral social, que acabou censurada na época do seu surgimento.

O Maxixe se originou em gafieiras, bailes populares de arrasta pés e nos cabarés (local de danças, bebedeiras e prostituições). Logo no início, sofria recriminações pelos cidadãos que primavam pela boa conduta moral, isso porque a sociedade da época entendia que o gênero estava na rota de colisão com as regras morais estabelecidas na sociedade. Os homens que buscavam orgias frequentavam esses lugares a procura de mulheres com aspecto de meretrizes, em virtude dos seus requebros e sensualidade nas danças. Mais tarde o maxixe deu lugar ao samba, e samba todo mundo conhece, inclusive muito disseminado nas igrejas. Fica a pergunta, o caráter e a finalidade de desse estilo ou ritmo é sacro ou profano? Causa conflito espiritual ou não? Ao analisar cada ritmo é necessário se fazer essas perguntas, isso partindo do ponto de vista espiritual e teológico. Se a intenção for entretenimento, ou relativizar a música, então não há porque fazer essa análise.

A HISTÓRIA DO SAMBA. A chegada do samba no Brasil foi em 1917, sendo uma herança africana. Sua gênese veio do âmago da cultura negra, com os primeiros escravos nos navios negreiros portugueses. Vem do vocábulo “semba”, uma espécie de sacerdotisa do espiritismo angolano. Significa também “umbigo em quimbundo”, língua de etnias angolana. A princípio o samba foi chamado de umbigada, batuque, dança de roda, lundu, chula, maxixe e batucada. O samba é uma vertente do maxixe, produzindo o mesmo caráter e de finalidade nociva e espúria. Esse ritmo aportou na Bahia, começou com pequenas reuniões de amigos para cantar e dançar nas rodas de entretenimento.

O samba tem a mesma vertente do jazz, o gênero musical se identificou com o Brasil em virtude da grande concentração de africanos no país. Surgiu primeiro na Bahia, e depois no Rio de Janeiro. Fazendo uma retrospectiva na história do samba, chegamos a conclusão que sua vertente não agrega valores sacros para um ambiente de adoração a Deus; Ele extrai do ser humano os sentimentos carnais. O gênero alimenta as obras da carne como disse Paulo: “porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, bebedices e glutonarias Gl. 5. 19-21. Levar esse gênero para o altar com proposta de adoração adoece espiritualmente a igreja, e relativiza a autoridade espiritual do povo de Deus gerando confusão entre movimentos frenéticos e avivamento.

A HISTÓRIA DO JAZZ. O Jazz foi criado em 1900 nos EUA, musicólogos, historiadores, críticos e apreciadores do jazz na América sentem orgulho ao dizerem que o jazz nasceu da pluralidade artística de Nova Orleans. Os historiadores rastreiam suas origens em diferentes culturas e influências sociais, que convergiram para a referida cidade do século 19, e chegaram a um denominador comum: o jazz foi produto da importação de homens e mulheres da África e das Índias Ocidentais, trazidos como escravos para a América Colonial, e consequentemente para a América Latina. A escravidão no período do colonialismo e a exploração dos povos africanos desempenharam papéis significativos no desenvolvimento da música afro-americana, criando horizontes para o surgimento do Jazz.

Os escravos se reuniam na Praça do Congo, em Nova Orleans, para tocar suas músicas e mostrar suas danças tradicionais. Registros da época mostram que eles usavam instrumentos de corda improvisados e tocavam tambores de maneira poli-rítmica (ritmos sincopados múltiplos tocados simultaneamente). Outro gênero musical que contribuiu para a formação do Jazz foi o “Nigro Spirituals”. O Nigro Spirituals era música folclórica religiosa, que os escravos cantavam para expressar seus desejos de liberdade.

O Jazz nasceu em um ambiente hostil, e muito satânico, primeiro pelo seu berço cultural africano, segundo pela hostilidade e ódio vividos pelos seus genitores, diante dos seus senhores e opressores. Os negros tinham ódio dos escravagistas, eles sincretisavam o desejo de vingança no gênero satirizando os seus senhores. É um ritmo que nasceu diretamente da cultura negra no início das viagens dos navios negreiros da África para os Estados Unidos; os negros que não morriam de doenças eram obrigados a dançar para manterem a saúde e não se atrofiarem. As danças tradicionais dos seus senhores eram as polcas, valsas e quadrilhas e os negros os imitavam com a intenção de ridicularizá-los, logo o Jazz veio de uma mistura de ritmos americanos, europeus e africanos.

Em 1740, o conjunto de tambores foi proibido em algumas regiões dos Estados Unidos, para inibir possíveis rebeliões, diante dessa repreensão eles sincretisavam os sons dos tambores nas palmas, nos sapateados e no banjo; um instrumento de quatro cordas com som semelhante aos dos tambores. Portanto o Jazz é uma música profana, vocal ou instrumental. O ambiente depois da guerra mundial foi propício para o desenvolvimento do gênero que ganhou dimensão universal. Dentro dessa analogia, apesar da sua beleza podemos ver que não é um ritmo saudável para a fé cristã.

Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim. Sl. 101. 3. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal. Is. 1. 16.

A história do Forró. O Forró surgiu em meados de 1950. O vocábulo “forró”, segundo o folclorista Luiz da Câmara Cascudo, notável estudioso das manifestações culturais populares do Brasil, vem da redução da palavra forrobodó”, que significa “arrasta-pé”, “farra”, “confusão”, “desordem”. Em 1950 Luiz Gonzaga começou a consagrar o Forró em parceria com Zé Dantas. A migração dos nordestinos para outras regiões do Brasil o popularizou intensamente nas principais capitais do país. O termo que significa arrasta-pé, com um olhar mais pragmático, carrega consigo outros significados. O forró é uma mistura de ritmos altamente inflamável. O vocábulo também tem uma forte contribuição do termo “for all”(em inglês) e significa ritmo “para todos”; Essa é uma das vertentes do termo, que vem dos engenheiros Britânicos instalados no nordeste brasileiro na época das construções das ferrovias, os referidos engenheiros promoviam festas dançantes, cuja intenção era que todos participassem.

Desse ritmo derivam outros, como o baião, o xote, o xaxado, o vanerão e as quadrilhas juninas. É um verdadeiro forrobodó. A possibilidade de usar o forro no meio sacro de adoração não combina com a santidade que deve ter nos adoradores. A origem, seu caráter e a sua finalidade não foi criado para exaltar á majestade do trono. Logo, trazer isto para o altar é um ato de profanação do sagrado. Diz a palavra de Deus:

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. FilipensSes 4. 8.

A HISTÓRIA DA LAMBADA. Surgiu nas décadas de 70 e 80 e, assim como o Maxixe mexeu com a moral da sociedade da época, a população que primava pelos bons princípios da moral repugnou o gênero. A lambada é um estilo de dança sensual com raízes francesas, é conhecida como lambada ou zouk. Esse ritmo musical nasceu nas ilhas caribenhas pela colonização francesa, de um termo da língua creola (mistura do francês com línguas africanas), trazendo o significado de festa. A lambada é altamente excitante propiciando a fluência dos desejos sexuais de forma compulsiva pelos solavancos e atritos entre as genitálias, sem contar as manobras e exposição das partes íntimas. Paulo disse em Romanos, que Deus entregou os homens aos desejos da carne: Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do coração, à imundícia, para desonrarem os seus corpos entre si. A Lambada é um alimento sem precedente ao instinto carnal. Fica uma pergunta no ar, será que dá para sacralizar e usá-la como alimento espiritual?

A HISTÓRIA DO HIP HOP. Surgiu na década de 60, no auge das discussões sobre os direitos humanos; Aqueles que se sentiam marginalizados pela sociedade de Nova York se reuniam em praças públicas e ruas, fazendo apologia dos seus direitos. Foi dessa forma que surgiram grandes líderes negros, como Martin Luther King e grupos que lutavam pela contemplação dos direitos humanos. Esse movimento se evidenciou na Jamaica, emergindo outros líderes militantes nas ruas e guetos jamaicanos, para animar os bailes. Esses bailes tinham uma espécie de canto falado, assuntos como a violência das favelas de Kingston e a situação política da Jamaica.

Os temas mais cantados, ovacionados e falados sempre foram os famigerados sexo e droga, sempre em auto-estilos. Eram vozes radicais que promoviam confrontos armados, ou seja, o terreno do Hip Hop desde sua origem foi um campo fértil para surgimento das gangues, cada uma tinha seu próprio código de grupo, e demarcavam os territórios com grafites nos muros dos bairros de Nova York. O termo tem origem nas palavras Hip (quadril) e Hop (saltar), logo, a expressão Hip Hop significa “saltar balançando o quadril”, entretanto a dança tinha uma finalidade de acalmar as gangues, para não haver confrontos sangrentos entre si.

Hoje existe uma forte tentativa de veicular letra de cunho evangélico no estilo Hip Hop, a fim de evangelizar, mas, precisamos analisar o que já foi mencionado sobre as origens dos ritmos; qual a origem, caráter, ambiente e intenção da criação do Hip Hop? Na grande maioria, os resultados acomodam um sentimento religioso, ausente de transformação espiritual. A música sacra tem que impactar e produzir transformação, fora disso são apenas religiosidades e camuflagens de Satanás no meio dos escombros da vida social. Ele é o mentor de toda essa destruição. Jesus chamou o diabo de ladrão e destruidor: O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundancia36 . João 10. 10

Nigro Spirituals. Esse estilo musical era herança dos negros capturados na África pelos europeus e americanos, para serem escravizados nas colonizações das novas terras. Eles tinham sua música própria, informal (não escrita), suas danças e ritos religiosos eram extremamente pagãos. Mesmo embarcados em viagem nos navios negreiros eles já cantavam e dançavam, ainda que fossem forçados a trabalhar. Mais tarde, eles foram obrigados a viver no meio religioso e aprenderem as músicas sacras, mas sem a devida transformação e conhecimento da palavra de Deus.

Com o tempo desenvolveram esse ritmo no meio religioso, participavam dos cultos de avivamentos, cujos cânticos, danças, gritos e gestos indecorosos na linguagem deles, não permitiam ser decodificados pelos seus senhores, quem os ouviam supunham que eram gestos afetuosos em louvor a Deus. Recebiam espíritos que, equivocadamente, pensavam ser manifestação do Espírito Santo, entravam em êxtase ao ponto de desmaiarem, porém, essas manifestações eram possessões malignas. Os praticantes desse ritmo influenciaram e foram influenciados, cantando nas atividades religiosas os cânticos sacros, que aprenderam com missionários. Hoje, conhecidos por “Spirituals”, podendo ser visto nos movimentos neo-pentecostais; no bater de mãos e de pés, fazendo uso de frases sincopadas de um modo que corresponde exatamente a padrões conceituais da música africana. Eles eram incapazes de compreender as verdades do cristianismo, isso em virtude da situação de escravos que levavam. As expressões usadas no meio sacro eram muitas vezes de protesto pelas condições de vida que levavam como escravos. O “Nigro Spirituals” era a personificação da crítica aos missionários que os evangelizavam. Eles não conheciam nada sobre Deus e a verdadeira fé cristã.

É preciso que tenhamos conhecimento das origens de estilos usados em nossas igrejas. Muitos deles são oriundos de estilos profanos, que foram criados para zombar de Deus, e não para a adoração. É notório que alguma coisa está errada com o nosso culto, estamos em alguns momentos dividindo o púlpito com o nosso adversário. A Bíblia diz que Satanás se manifesta como Anjo de Luz. Ele apresenta uma nova roupagem para o nosso culto, e nós não percebemos, com o decorrer dos tempos, ele se moderniza e se apresenta sutilmente nos estilos advindos das fontes da maldade. Conta-se que um “Beduíno desceu do seu camelo e armou sua barraca para se esconder da tempestade de areia no deserto, enquanto o vento soprava a tempestade de areia, o camelo dizia lá fora: Deixa-me entrar e pôr, pelo enos, o meu nariz dentro da barraca para que eu possa respirar; com pena do camelo o Beduíno permitiu. Então o camelo entrou de costa dentro da barraca de forma astuciosa”. Moral da história: Satanás está pedindo para por o “nariz” em muitas igrejas, e em algumas ele já entrou de corpo inteiro. Deus tenha misericórdia das nossas igrejas.

É necessária uma análise do caráter da música e das palavras, para determinar se a música é sacra ou profana. Considerar alguns ritmos como músicas para o meio sacro, pode ser uma afronta a Deus e um veneno para desenvolvimento do caráter e da fé cristã. Esses gêneros musicais trabalham no subconsciente, desenvolvendo redes neurais para os pensamentos impuros e um estilo de vida que contraria os mandamentos divinos, eles desenvolvem comportamentos perniciosos na sociedade ao ponto de não existir nada tão corrosivo e danoso para a saúde cristã. A generalização do termo gospel pode ser uma terrível arma de Lúcifer contra as boas novas da salvação de Jesus Cristo. Pessoas extremamente satânicas se sentem participantes do meio.

A HISTÓRIA DA BALADA. Para falar da “balada”, precisamos retroceder muitos séculos na história. A hinódia cristã teve declínio em todas as eras, principalmente no sentido de puritanismo espiritual e literário do gênero. Em um desses períodos de declínio, a balada entrou no contexto como um dos gêneros mais antigos, propiciando a inclusão do folclore popular no gênero sacro. Por essa análise podemos encontrar a genes da balada, ela está no vocábulo “Carol”, que perdurou por aproximadamente 600 anos. O “Carol” achou espaço no declínio da hinódia Hebraica, Grega e Romana, e de forma natural ela foi se agregado na liturgia cristã.

Em 1558, o “Carol” foi reprimido no período elisabetano, isso em razão do seu caráter popular e folclórico. Derivou-se em duas vertentes, uma de caráter jubiloso e outra celebrativo, equiparando-se ao gênero sacro, e outra reproduzindo o verdadeiro caráter das baladas românticas, ou seja, o gênero tomou a forma popular, divorciando-se totalmente do gênero musical sagrado. O escritor Simei Monteiro buscou na história e detectou a proximidade estilística entre os muitos cânticos religiosos populares (Carol) com as baladas (cânticos românticos). No início do século 19 a balada ressurgiu dos escombros das filosofias musicais. Agora sim, no século 19 e 20 passa definitivamente a agregar-se à hinodia cristã. Assim, essa forma musical, nascida na Europa, teve o seu grande desenvolvimento quando implantada e usada pelas igrejas norte-americanas nos seus movimentos evangélicos. A Balada é um gênero musical de movimento, com qualidades narrativas líricas e dramáticas. O termo na idade média era usado para descrever um tipo de arranjo de poesia francesa, em música comum nos séculos XIV e XV. Um dos aspectos típicos da balada consistia em vozes agudas executadas com instrumental. O estilo polifônico permaneceu popular até a metade do século XV. No Classicismo, os alemães do final do século XVIII, utilizavam o termo, balada, para descreverem poesias, narrativas de caráter folclórico. No Romantismo, do século XIX, o termo, “Balada” ganhou significado maior na música instrumental. Diversos compositores utilizaram o termo em suas obras.

A balada na música sacra brasileira vem pela influência da música sacra europeia e americana, ou seja, três aspectos culturais, o europeu, o americano e o brasileiro. Ambas as culturas carregam no seu bojo musical a famosa balada que perdura por muitos séculos. O que nos parece ruim, é que a vertente do “Carol” da área do folclórico popular é a que graçou no meio da hinódia cristã. A “etimologia do termo (lat. ballare)”, nos remete também à expressão “bailar” em algumas línguas do conhecido grupo de línguas neo-românicas, francês, italiano, castelhano e português, embora, no primeiro e último casos, com ressonâncias arcaicas.

O termo, balada, traduz a ideia de dançar com acompanhamento musical, exercendo atividades como: dançar em roda tipo de ciranda, em grupo com gestos individuais e fazendo coreografias. A balada moderna nos imprime essa ideia, nas noites dos salões de festas conhecidas como baladas, os grupos se agitam com coreografias sensuais no ritmo das músicas desprovido de pares e promovendo a maior “muvuca”. A balada pode ser com músicas frenéticas ou com música lenta e romântica, comungando com o caráter da sua origem.

A HISTÓRIA DO ROCK. Este gênero musical surgiu nos Estados Unidos no ano de 1950, agregou ritmos agitados e rápidos de música negra do sul dos EUA. O gênero exigia a agregação de formas agressivas dos seguintes instrumentos: guitarra elétrica, bateria e baixo. O estilo propunha no seu bojo, danças de formas frenéticas, que rapidamente caiu no gosto popular. A sua aparição pela primeira vez foi num programa de rádio nos Estados Unidos no ano de 1951. Já na fase inicial na década de 50, o estilo ganhou a simpatia dos jovens, que se identificavam com o estilo rebelde dos cantores e bandas. A partir dai se espalhou pelo mundo em pouco tempo. O segundo maior apologista do Rock foi “Elvis Presley” um jovem de origem evangélica, que se transformou no Rei do Rock de forma meteórica, uniu diversos ritmos como o country music e o blues, se tornando o roqueiro de maior sucesso até então. Elvis Presley lançou um disco em 1956 galgando um enorme sucesso.

O rock desde os anos 60 marcou uma era de rebeldia e transgressões contra os sistemas governamentais estabelecidos, as regras morais e em especial aos padrões cristãos. Os efeitos sociais do rock foram nocivos de magnitude mundial. Muito além de um simples estilo musical, influenciou estilos de vida, moda, atitudes e linguagem, ou seja, foram as piores quebras de paradigmas, que causaram muitas dores para os educadores, governantes e mui especialmente para os líderes religiosos. No conceito da geração cristã de vanguarda, havia um consenso quase universal, de que o rock em todas as versões era impróprio para a adoração a Deus, e pior ainda, para o serviço de evangelização. Hoje essa música rotulada de “Rock Cristão” nas igrejas vem causando uma hecatombe espiritual, infelizmente, por descuido dos líderes. Jesus disse: Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. Mt. 13. 25.

Está havendo uma rápida substituição da música sacra pela música profana nos púlpitos das igrejas, a música e os instrumentos de origem sacra, estão sendo substituídos quase que em todas as denominações. Os corais estão sendo substituídos pelas bandas, os telões substituíram os hinários e as bíblias, os órgãos foram substituídos por tambores, guitarras e baixos. Não estou, com isso, dizendo, que esses instrumentos não podem prestar um serviço sacro, o problema está na intenção destas substituições. O que está implícito na nova forma de culto é uma exploração velada do campo emocional dos fiéis. A temática do novo estilo de culto não visa o equilíbrio entre razão e a emoção: Antes, crescei na graça, e conhecimento de nosso senhor e salvador Jesus Cristo. II PD. 3. 18. . O Rock foi criado para contrapor o desenvolvimento racional, por isso o seu estilo é frenético, exclusivamente criado para o desequilíbrio do caráter e da habilidade de racionalidade.

Há quem acha que a introdução do Rock no meio cristão é uma bênção de Deus para a igreja contemporânea, e há quem contesta e acha que é uma maldição satânica. Satanás é imitador das coisas de Deus, mas o Senhor não precisa e não aceita que seus filhos tenham que usar algo criado pelo seu adversário. As igrejas não podem confundir música com objetivo de entretenimento social, num ambiente de música sacra digna da adoração a Deus. Música e instrumentos associados com o entretenimento, não foram permitidos no templo, no culto antigo, nas sinagogas e nem na igreja primitiva. A igreja não se deixou levar pelos rudimentos do mundo, da mesma forma e com os mesmos cuidados, deveríamos filtrar os gêneros musicais na igreja moderna.

A HISTÓRIA DO BAIÃO. É um estilo oriundo do “forró” e eternizado por Luiz Gonzaga. Um ritmo tipicamente nordestino cujas raízes se encontram no começo do século XX. O baião se originou no lundu ou lundum. É importante lembrar que o lundu é um gênero de caráter religioso do espiritismo. Era uma dança popular em Portugal já conhecida no século. XVI, citada desde 1780 como “dança licenciosa e indecente”. O lundu reapareceu no final do século XVIII, como canção acompanhada de viola, tanto no Brasil como em Portugal. Por volta de 1830, com harmonização erudita, invadiu os salões da elite carioca, na forma de canção ou dança. A moda, que teve seu apogeu no fim do século XIX, durou até a década de 1920. Enfim, o baião é uma música mística de Luiz Gonzaga, seu teor principal é de irradiar sensualidade, erotismo, excitação, histeria e possessão de espírito. Vale lembrar que há muitos baiões evangélicos pelo Brasil afora.

A HISTÓRIA DA GUARÂNIA. É um gênero musical de origem Paraguaia de ritmo lento, geralmente em tom melancólico (tom menor). O estilo foi criado em Assunção pelo músico José Flores, em 1925, cuja finalidade era expressar o sentimento do povo paraguaio. Foi acompanhado por ritmos e melodias lentas, tristes e melancólicas. A Guarânia tornouse para o povo Paraguaio o mais importante gênero musical do país no século XX. A introdução da Guarânia no Brasil aconteceu por intermédio dos próprios paraguaios, especialmente na divisa com o Mato Grosso do Sul, quando vieram para o Brasil a trabalho, durante o Ciclo da erva mate. Há nesse estado traços predominantes na música folclórica, que se enquadram perfeitamente à harmonia da guarânia.

A guarânia foi sincretizada no estilo sertanejo brasileiro e disseminado no país pelos talentos de alguns artistas conhecidos nacionalmente. A primeira dupla a gravar guarânia, foi Cascatinha e Inhana. Até hoje essas canções são conhecidas em outras vozes, como o caso de “Colcha de Retalhos”, difundida por Chitãozinho e Chororó. Talvez o tom melancólico da guarânia venha dos sentimentos saudosistas da época áurea do Paraguai, antes da devastadora guerra com o Brasil em 1864. O sentimento de tristeza e de saudade, na alma do artista, faz brotar as músicas melancólicas.

A HISTÓRIA DA VALSA. O termo tem origem no idioma Alemão “Walzer”, no verbo Alemão Walzen, que significa “girar” ou “deslizar”. É uma dança de compasso binário composto, com um padrão básico de “passo passo-espera”, resultando em um deslizar vivamente pelo salão. “É um gênero musical erudito de compasso binário composto. Um gênero saudável, pois surgiu com objetivo de encontros familiares. Seria um ritmo com caráter e finalidades boas.

AXÉ. O Axé é um genero musical surgido no estado da Bahia na década de 80 na efervescência carnavalesca de Salvador. É uma mistura de forró, Maracatu, Reggae, frevo e olodum. O termo Axé é uma saudação religiosa usada no candomblé e na Umbanda, que significa energia positiva, ou seja um tipo de invoção de orixás. A nova música baiana alcançou o seu apogeu em 1992, quando o grupo Araketu entrou em cena eletrizando os seus tambores com um dos disco de maior sucesso do gênero. Foi diante deste sucesso que o Brasil se rendeu ao Axé.

FUNK. Este estilo é bem característico da música negra Norte Americana, que despontou nos anos 60 através de artistas como James Brown e outros famosos do gênero. Foi uma mistura de Jazz e rock psicodélico. Seu ritmo sincopado e sua forte rítmica nas seções de metais, pela percussão marcante e ritmo dançante ganhou espaço caindo no gosto popular brasileiro. A exemplo do jazz o Funk é um termo que traz conotação sexual no seu aspecto original, no Rio de Janeiro ficou muito conhecida como a dança do acasalamento. Era um termo considerado indecente e inapropriado para uso em conversas educadas e convívio familiar. A essência dessa expressão musical negra norte-americana tem também suas raízes no gênero “espirituals”, um ritmo que se originou dos escravos para satirizar os missionários e patrões evangélicos”. Assim o funk ganhou espaço entre moradores de comunidades carentes; as músicas vêm tratando temas que revelam o cotidiano dos moradores com a violência, a pobreza e a prostituição. Hoje já existem Funk pesado e psicodélico denominado “Funk evangélico

Ao longo da nacionalização do funk, o mesmo passou a ser desenvolvido no subúrbio da capital carioca sendo executado a céu aberto nas ruas, onde as equipes rivais se enfrentavam disputando quem tinha a aparelhagem mais potente, e consequentemente o ajuntamento de traficantes e meliantes com armas. Este gênero musical tem origem na música negra norte-americana no gênero “espirituals”, um ritmo que se originou dos escravos para satirizar os missionários e patrões evangélicos. Hoje já existem Funk pesado e psicodélico denominado “Funk evangélico”.

VANERÃO. O vanerão é um ritmo apreciado pelos gaiteiros e tocadores de piano. O gênero com sua vivacidade exige bastante energia, tanto dos músicos, como dos seus bailadores. É um tipo de música dançante, típica nos estados do Sul do Brasil com maior relevância no Rio Grande do Sul. e apreciado pelo povo de hábito sertanejo. Esse ritmo á conhecido como “limpa banco”, isso porque as pessoas não resistem ao desejo de dançar no ambiente quando as músicas são executadas.

SODOMIA

SODOMIA

COMUNICAÇÃO

O líder e os quatro princípios da comunicação

O discurso de qualquer orador precisa estar embasado em quatro princípios, que são fundamentais para a construção social, e de si mesmo. Os que debruçam sobre estes princípios são lidos com bons olhos por aqueles que têm senso crítico no auditório. Estes princípios estão enxeridos no mundo dos paradigmas dos oradores, e é absorvido no seu processo formativo contextualizado com o lar e o meio de convivência.

1- Princípio do bom senso. O bom senso é o divisor das ações das duas inteligências, é um elemento fundamental para que o orador logre êxito, é a habilidade que o falante alcança de fazer um pré-julgamento do texto, ainda no seu mundo subjetivo, ou seja, antes de ser sintagmatizado. A bíblia diz que o insensato fala sem que o seu texto sofra julgamento por si mesmo.

- Todo prudente age com conhecimento, mas o tolo espraia a sua loucura Pv. 13. - 16: Os sábios escondem a sabedoria, mas a boca do tolo é uma destruição Pv. 10. - 14.. Como maçãs de ouro em salva de prata, ssim é a palavra dita ao seu tempo. Pv. 25. 11. 2-

2 -Principio da fidelidade. O segundo elemento que compõe a riqueza do discurso é a fidelidade. Falar com equidade traduz a ideia de respeito, consideração e admiração pelo ouvido ouvinte; a fidelidade dispensa a intenção de usar o auditório como massa de manobra. A sociedade pós-moderna enfrenta o sensacionalismo da mídia, a hipocrisia de líderes sem escrúpulos e os que galgam posições com a intenção de legislarem em causa própria.

- O escritor de provérbios diz que: um mau mensageiro cai no mal, mas o embaixador fiel é saúde Pv. 13. 17.

- O apostolo Paulo entendeu que uma das razões da sua chamada para o ministério era em virtude da sua fidelidade, ele disse: dou graças ao que me tem confortado, a Cristo Jesus, Senhor nosso, que me teve por fiel, pondo-me no ministério. I Tm. 1. 12. Em seguida ele aconselha Timóteo fazendo entender que a função de um ensinador deve ser prerrogativa de pessoas fieis. O que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fieis, que seja idôneos para também ensinarem os outros. II Tm. 2. 2.

3- Princípio da reciprocidade. O orador deve sempre perguntar para si mesmo se o seu discurso está construindo o auditório, e se está edificando a si mesmo. Quando falamos queremos crescer com o nosso próprio discurso, ninguém fala com a intenção de destruir a si mesmo. A bíblia diz que Samuel tinha os ouvidos de todo o povo de Israel, ouve um crescimento proporcional entre ele e a nação com o seu discurso. E crescia Samuel, e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as tuas palavras deixou cair em terra. E todo o Israel, desde de Dã ate Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado por profeta do Senhor. I Sm. 3. 19-20. O texto em foco tem dois pontos que traduz a dimensão do sucesso de Samuel:

- O advérbio de intensidade (toda), denota a ideia de aproveitamento total no discurso, ou seja, suas palavras eram ouvidas na sua totalidade e não caiam por terra.

- Outro ponto que denota o crescimento do profeta é a visão lato censo que a nação tinha da sua chamada e do seu ministério. Novamente o advérbio (todo), referindo-se à Israel num contexto nacional aparece no texto; toda a extensão territorial do país

conhecia a sua voz como um legitimo profeta.

4- Princípio da interatividade. O relacionamento interpessoal pode ser a mola propulsora do sucesso, existem oradores que não se interagem com o seu auditório, elege um ponto perdido no recinto do discurso e fala o tempo todo sem que seus olhos puxem a atenção de cada individuo no ambiente. Alguns pontos precisam ser observados antes de iniciar a predica: Observar a estrutura física do ambiente onde ocorrerá a preleção. Analisar o perfila das pessoas que compõe o auditório. Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos, Provérbios 27:23

IEADC PINHEIRINHO

IEADC PINHEIRINHO
Obras do Pastor Gessé

MUSICAL ALTOS LOUVORES


VICTORINO SILVA

Uma Linda festa musical aconteceu nos dias 29 e 30 de Abril na Assembleia de Deus no bairro do Pinheirinho, onde estamos pastoreando ha 12 anos. A festa foi em comemoração ao aniversário do templo e da orquestra Altos Louvores.